Aluno com osteogênese imperfeita participa das aulas com adaptações
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Aluno com osteogênese imperfeita participa das aulas com adaptações

Em Nova Iguaçu, Arthur Pereira Guarnier, de 14 anos, apita partidas de futebol na educação física para participar da atividade sem realizar exercícios que exigem muita força. Especialistas defendem que estudantes com a doença sejam incluídos com cuidados avaliados individualmente.

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Por Redação Rio Diário · 10 de outubro de 2026 às 07:05
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Arthur tem osteogênese imperfeita (OI), doença genética marcada pela fragilidade e por deformidades nos ossos. Segundo sua mãe, Fabiana Martins Pereira, ele já sofreu 32 fraturas. Atualmente, usa cadeira de rodas para ir à escola por segurança e recebe ajuda para se deslocar pelos corredores.

A condição também exige adaptações em sala de aula. Uma deformidade no braço dificulta que Arthur escreva por muito tempo; por isso, após pedido da mãe, ele passou a receber impressos os conteúdos exibidos pelo professor em slides. Fraturas já o afastaram das aulas por períodos que, segundo Fabiana, variaram de 30 a 40 dias.

O médico geneticista Juan Llerena, do Instituto Fernandes Figueira (IFF)/Fiocruz, afirma que a gravidade da OI varia e que as atividades físicas devem ser avaliadas individualmente. Ele recomenda cautela inicial com esportes coletivos e ampliação gradual da participação.

Para a psicóloga e pesquisadora Martha Moreira, do IFF/Fiocruz, escola, família e aluno devem discutir os cuidados e a forma de explicar a condição. “A escola não é clínica”, afirma. Segundo ela, o estudante não deve ser reduzido ao diagnóstico nem tratado como paciente.

Um estudo qualitativo publicado em setembro de 2024 ouviu dez crianças e adolescentes com OI e 12 responsáveis. Seis dos jovens relataram perda de conteúdo e atraso nas aulas por causa de fraturas, consultas e cirurgias.

A presidente da Associação Nacional de Osteogênese Imperfeita (Anoi), Fátima Benincaza, afirma que a entidade reúne relatos de famílias com dificuldade para matricular os filhos ou medo de enviá-los à escola. Para as famílias e especialistas, é importante deixar telefones de contato e explicar à equipe escolar os cuidados necessários. Em caso de suspeita de fratura, Llerena orienta levar o aluno a um serviço de emergência para avaliação e radiografia.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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