

ANAC e Prefeitura do Rio articulam fiscalização de voos panorâmicos
A ANAC informou que negocia com a Prefeitura do Rio uma ação conjunta para fiscalizar voos panorâmicos na capital. A iniciativa ocorre após a queda de um helicóptero na Vista Chinesa, que matou o piloto e três turistas colombianas.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que está em diálogo com a Prefeitura do Rio de Janeiro para estruturar uma atuação conjunta de fiscalização dos voos panorâmicos. A mobilização ocorre um dia após a queda de um helicóptero Robinson R44, prefixo PP-MFS, na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista.
O acidente matou o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família: Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) havia solicitado medidas urgentes de vistoria e sugerido a suspensão temporária dos passeios para uma revisão das operações na cidade.
Segundo a ANAC, a aeronave da empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos) estava com a documentação regular e a certificação válida. A agência também informou que os voos panorâmicos são classificados como Serviços Aéreos Especializados (SAE), modalidade que exige habilitação e certificação técnica para aeronaves e tripulantes.
A definição das competências de fiscalização em campo e de possíveis novos critérios ainda está sendo formatada entre o município e o órgão federal. As causas do acidente são investigadas pelo CENIPA, responsável pela perícia dos destroços, e pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do voo e eventuais responsabilidades.
Fonte: Diário do Rio
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