Cold wallet da G.A.S. teria recursos para pagar credores, diz Glaidson
Reprodução/RC24h
Segurança

Cold wallet da G.A.S. teria recursos para pagar credores, diz Glaidson

Em depoimento à Justiça, Glaidson Acácio afirmou que uma carteira digital guardada em um dispositivo sob custódia da Polícia Federal contém criptomoedas suficientes para quitar as dívidas da G.A.S. Consultoria. Ele disse, porém, que não se lembrava da senha de cabeça.

PublicidadeOfertaPulso: oferta relampago o dia todo, com preco monitorado e cupom verificado.
Por Redação Rio Diário · 7 de setembro de 2026 às 11:19
Compartilhar

A carteira, conhecida como “cold wallet”, está armazenada em um aparelho semelhante a um pen drive. Segundo Glaidson, o dispositivo reúne chaves digitais de acesso a uma quantia elevada em criptomoedas. A G.A.S., fundada em Cabo Frio, é investigada pela movimentação de R$ 38.223.489.348,97, conforme a Polícia Federal.

Preso em 2021 na Operação Kryptos, Glaidson responde na Justiça Federal por organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. A empresa atraía clientes com a promessa de rendimento mensal de 10% em investimentos ligados a criptomoedas.

Durante o depoimento, ele afirmou que operava no mercado como uma “baleia”, termo usado para identificar quem concentra grande volume de determinado ativo. Também relatou operações em conjunto com outros investidores para apostar na queda de criptomoedas e disse que eram movimentados entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões.

A massa falida da G.A.S. reúne mais de 77 mil empresas e pessoas na lista de credores, com dívida próxima de R$ 3 bilhões. O Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson, Mirelis Diaz Zerpa e outras 15 pessoas; as penas podem superar 37 anos de prisão em caso de condenação.

Mirelis, mulher e sócia de Glaidson, negou participação na administração da empresa e afirmou que não tinha acesso às carteiras de criptomoedas. A defesa dela também rejeita a acusação de que tenha ficado com R$ 1 bilhão e sustenta que ativos foram movimentados para devolver valores aos clientes.

Glaidson nega as acusações. As defesas dele e de Mirelis afirmam que a atividade da G.A.S. não configurava crime contra o sistema financeiro e contestam pontos do processo. Glaidson está preso em Catanduvas, no Paraná, enquanto Mirelis está em prisão preventiva no Rio de Janeiro.

Fonte: RC24h

PublicidadeOfertaPulso: as ofertas do dia no seu WhatsApp. Grupo publico e gratuito, saia quando quiser.
Compartilhar
Direto da redação

Informação que importa, direto do Rio Diário.

Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

Ao se inscrever, você aceita a nossa política de privacidade. Não vendemos seus dados.