Cultura

Coletânea debate memória, resistência e disputas pelo espaço urbano

Pesquisadores lançaram “A Cidade Fala – Memórias, Linguagens e Resistências”, obra que reúne reflexões sobre as vozes que participam da construção das cidades. Organizado por Bruno Coutinho, Branca Falabella Fabrício e Adriana Carvalho Lopes, o livro aborda temas como oralidade, ancestralidade e resistência cultural.

Por · 7 de setembro de 2026 às 15:28
Compartilhar

A coletânea parte da ideia de que a cidade contemporânea é um espaço marcado por disputas entre diferentes vozes sociais. Segundo Bruno Coutinho, um dos organizadores, classe, raça, gênero, credo e orientação sexual influenciam a forma como o território urbano é produzido e ocupado.

Natural de Bangu, na Zona Oeste do Rio, Coutinho assina o capítulo “Memória e ancestralidade na performance musical insurgente de uma artista negra de periferia”. No texto, ele analisa a música como espaço de resistência e de produção de conhecimento nas periferias urbanas.

O pesquisador também destaca o papel da história oral na preservação de memórias antes que elas sejam transformadas em documentos. A abordagem inclui relatos sobre moradia no subúrbio carioca, racismo, mobilização em favelas e manifestações políticas em saraus culturais.

Para Coutinho, o samba continua sendo uma forma de resistência social. Ele cita a sambista Nilze Benedicto, nascida em São Gonçalo, como exemplo de artista que utiliza o gênero para reafirmar a ancestralidade negra e destacar o lugar da mulher negra na produção da cultura brasileira.

Atualmente morador de Petrópolis, na Região Serrana, Coutinho também coordena o Observatório de Políticas Públicas do Complexo do Alemão, ligado ao Instituto Raízes em Movimento, e leciona sociologia e filosofia em escolas da rede privada do município.

Fonte: Tempo Real RJ

Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: viva um mundo mais seguro. A seguranca que voce merece, com cotacao online.
Compartilhar

← Voltar ao início de Rio Diário