

Dermatite atópica pode afetar sono, saúde mental e autoestima
Doença inflamatória e crônica tem a coceira intensa como principal sintoma e pode causar feridas, dor e isolamento social. Especialistas destacam cuidados com a pele e acompanhamento médico para controlar as crises.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória e crônica que pode afetar mais do que a pele. A coceira, muitas vezes intensa, pode provocar feridas, dor, prejuízos ao sono e impactos na saúde mental e na autoestima dos pacientes.
As lesões costumam aparecer em áreas de dobras, como atrás dos joelhos, nos cotovelos e no pescoço. Fatores ambientais, alimentos e períodos de estresse podem contribuir para o surgimento ou a piora das crises. A doença não é contagiosa, mas as marcas visíveis podem levar ao preconceito, ao bullying e ao afastamento social.
Segundo a dermatologista Rosana Lazzarini, 40% das crianças com dermatite atópica terão de conviver com a doença na vida adulta. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação das lesões, da evolução do quadro e da presença de coceira de difícil controle. Exames podem ser solicitados para complementar a análise ou afastar outras condições.
O tratamento inclui cuidados para preservar a barreira da pele, com cremes e loções hidratantes aplicados de duas a três vezes ao dia. A orientação também é tomar banhos rápidos, evitar água quente e usar pouco ou nenhum sabonete. Em casos mais graves, podem ser indicados corticosteroides tópicos, medicamentos por via oral, fototerapia ou remédios específicos de alto custo.
A dermatologista afirma que a hidratação é um dos pilares do tratamento. Medicamentos modernos de alto custo ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo os trechos da fonte, e são oferecidos somente na rede privada. O Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica é lembrado em 23 de setembro.
Informação que importa, direto do Rio Diário.
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