Douglas Ruas quer revisar orçamento de 2027 antes de deixar a presidência da Alerj
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Economia

Douglas Ruas quer revisar orçamento de 2027 antes de deixar a presidência da Alerj

O governador eleito do Rio afirmou que pretende negociar mudanças na proposta orçamentária estadual de 2027, que prevê déficit superior a R$ 13 bilhões. Ele defendeu a revisão das despesas e a criação de um teto de gastos.

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Por Redação Rio Diário · 11 de outubro de 2026 às 10:48
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Douglas Ruas (PL) afirmou que pretende reunir os chefes dos poderes estaduais para discutir alterações no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 antes da votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo ele, a proposta não deve ser aprovada sem mudanças diante do déficit projetado.

O governador eleito defendeu limitar o crescimento das despesas dos poderes estaduais à evolução da arrecadação. Ruas disse que a arrecadação cresceu 21% no período mencionado durante a entrevista, mas que os gastos de dois poderes avançaram em ritmo maior, sem especificar quais instituições foram citadas.

Ruas também mencionou projetos voltados à situação fiscal, incluindo o enquadramento de contribuintes inadimplentes e a transação tributária, que permite negociar dívidas com o poder público. De acordo com ele, uma das propostas recebeu mais de 40 emendas parlamentares e está em análise nas comissões da Alerj, com expectativa de retorno ao plenário ainda em outubro.

Na segurança pública, o governador eleito reafirmou a promessa de ampliar o efetivo da Polícia Militar para 60 mil agentes nos próximos quatro anos. Segundo os números apresentados por ele, a corporação tem pouco mais de 44 mil policiais, e a recomposição custaria R$ 1,6 bilhão.

Na saúde, Ruas afirmou que pretende colocar em funcionamento o Hospital do Câncer e do Coração de Nova Friburgo nos primeiros 100 dias de gestão. Ele também defendeu centros integrados regionais de saúde, com parcerias com prefeituras e uso de imóveis públicos existentes.

O governador eleito ainda propôs combinar obras de contenção com programas habitacionais para retirar famílias de áreas de risco quando não houver solução de engenharia. Durante a entrevista, dados do Cemaden apontaram que pelo menos 860 mil pessoas vivem nessas áreas em 15 municípios fluminenses mapeados.

Fonte: Tempo Real RJ

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