Estudo estima 72.070 moradores de Petrópolis em áreas de risco
Foto: Arquivo · Fonte: diariodepetropolis.com.br
Municípios

Estudo estima 72.070 moradores de Petrópolis em áreas de risco

Pesquisa conduzida por Cemaden, INPE e Unesp aponta que essa população vive em áreas sujeitas a inundações e/ou deslizamentos. O levantamento também identificou CRAS localizados nessas áreas ou próximos a seus limites.

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Por Redação Rio Diário · 25 de outubro de 2026 às 04:10
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Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estima que 72.070 moradores de Petrópolis vivem em áreas sujeitas a inundações e/ou deslizamentos.

O trabalho analisou a exposição de unidades dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) a riscos de inundação e deslizamento em 806 municípios brasileiros. Em Petrópolis, foram identificados CRAS localizados em áreas classificadas como de risco, embora o estudo não especifique os endereços.

A pesquisa também apontou problemas de infraestrutura física nessas unidades. Os CRAS integram a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias em situação de vulnerabilidade, grupo considerado mais sujeito aos impactos de desastres socioambientais.

Petrópolis e Juiz de Fora (MG) concentram aproximadamente 38% da população residente em áreas da Base Territorial Estatística de Áreas de Risco (BATER) na Bacia do Rio Paraíba do Sul. Juntos, os municípios têm nove unidades de CRAS dentro dessas áreas ou a menos de 100 metros de seus limites.

Segundo o estudo, Petrópolis registrou 17 ocorrências de desastres associados a movimentos de massa, como deslizamentos, entre 2003 e 2022. Os pesquisadores afirmam que a recorrência desses eventos reforça a importância de priorizar as unidades nas ações de gestão de riscos e de preparação para emergências.

A pesquisa cruzou dados do Índice de Desenvolvimento dos CRAS (IDCRAS) com a BATER, elaborada pelo IBGE e pelo Cemaden. Ao todo, foram analisadas 2.277 unidades de CRAS. O artigo foi publicado na edição de 2026 da Revista Brasileira de Ciências Ambientais e está disponível gratuitamente, em inglês, no site da publicação.

Fonte: diariodepetropolis.com.br

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