Instituto Baleia Jubarte registra recuperação da espécie em Abrolhos
A população de baleias-jubarte monitorada pelo Instituto Baleia Jubarte passou de uma estimativa de 1,5 mil a 2 mil animais, no início dos anos 1990, para mais de 35 mil. O arquipélago de Abrolhos, em Caravelas (BA), é o principal ponto reprodutivo da espécie no país, segundo a Agência Brasil.
Esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e passou por verificação automatizada de afirmações. Como verificamos.
O Instituto Baleia Jubarte completa 30 anos de atuação com pesquisas sobre a população, os hábitos e a conservação das baleias que migram anualmente da Antártica para o litoral brasileiro. A formalização da instituição ocorreu em 1996, com patrocínio da Petrobras, segundo a Agência Brasil.
A maior estimativa registrada pelo instituto foi de mais de 35 mil baleias, em 2022. O cálculo referente a este ano ainda está em andamento e, de acordo com o pesquisador Enrico Marcovaldi, deve ficar um pouco abaixo; ele ressalva que as temporadas são cíclicas e a distribuição dos animais varia entre as regiões do país.
Durante as expedições em Abrolhos, os pesquisadores catalogam os animais avistados, fazem registros das caudas e coletam amostras de pele e gordura para biópsias. A identificação fotográfica já permitiu reconhecer mais de dez mil baleias, enquanto uma plataforma colaborativa passou a usar inteligência artificial para comparar as marcas caudais.
As pesquisas também ajudaram a comprovar que as baleias permanecem no Brasil durante o acasalamento e o nascimento dos filhotes. A região das ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, na Antártica, é usada como área de alimentação.
O instituto aponta a poluição e as mudanças climáticas entre os desafios atuais. Segundo o diretor-executivo Eduardo Camargo, o lixo afeta o oceano e as alterações climáticas interferem na disponibilidade de alimento, incluindo o krill, que integra a dieta das jubartes.
