

Justiça Eleitoral rejeita ação contra Waguinho em Belford Roxo
A Justiça Eleitoral rejeitou a acusação de que Waguinho teria usado a estrutura da Prefeitura de Belford Roxo para favorecer a candidatura do sobrinho, Matheus Carneiro Barros, em 2024. Segundo a decisão, não houve provas suficientes de benefício eleitoral.
A ação questionava episódios anteriores à eleição de 2024, incluindo a mobilização de servidores durante uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Belford Roxo, a presença de Matheus em divulgações oficiais da prefeitura e o cadastramento de vítimas das enchentes para receber um auxílio de aproximadamente R$ 3 mil.
A decisão é da juíza Vera Maria Cavalcanti de Albuquerque e foi publicada nesta sexta-feira (19). Na avaliação da Justiça, as situações analisadas não comprovaram o uso da estrutura municipal para beneficiar eleitoralmente o sobrinho de Waguinho.
Entre os pontos citados na ação estava a participação de Matheus em publicações sobre obras e serviços municipais. O processo também questionava o ponto facultativo decretado durante a visita de Lula à cidade e uma suposta mobilização de servidores para acompanhar a agenda.
Outro episódio envolvia o Programa Recomeçar. As inscrições de moradores atingidos pelas enchentes teriam sido realizadas em um imóvel conhecido como “Galpão do Matheus”. A Justiça concluiu que não foi comprovado que o auxílio estivesse condicionado a apoio político ou pedido de voto.
O processo ainda abordava o aumento das contratações temporárias pela prefeitura, as demissões posteriores e a possibilidade de uso dos empregos para obter apoio político. A sentença ressaltou que a rejeição da ação não significa que todas as contratações ou atos da administração naquele período tenham sido considerados regulares, mas apenas que não houve provas suficientes de favorecimento eleitoral a Matheus.
Fonte: Tempo Real RJ
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