Justiça nega nova prisão de vereador de São João de Meriti
Reprodução/Tempo Real RJ
Baixada Fluminense

Justiça nega nova prisão de vereador de São João de Meriti

O juiz Victor Porto dos Santos, da 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, rejeitou um pedido do Ministério Público contra Ernane Aleixo (PL). As medidas cautelares impostas ao vereador, porém, foram ampliadas.

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Por Redação Rio Diário · 26 de agosto de 2026 às 18:07
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A prisão havia sido solicitada pelo Ministério Público sob a alegação de que Ernane descumpriu restrições judiciais ao participar, em 4 de agosto, de uma reunião com políticos e empresários do município.

Segundo a promotoria, o encontro poderia indicar a retomada da atuação política do vereador, que está afastado do cargo por decisão judicial. A Justiça manteve a proibição de que ele entre na Câmara, na Prefeitura, em secretarias e autarquias municipais.

Ernane também não pode participar de reuniões de governo, agendas institucionais, atos oficiais ou eventos políticos e administrativos promovidos ou apoiados pelo Poder Público municipal.

A decisão ainda o impede de exercer atividades de representação política, interlocução administrativa ou articulação institucional relacionadas ao município. O vereador também não pode manter contato com agentes públicos municipais, salvo quando necessário para exercer direitos pessoais como cidadão ou usuário de serviços públicos.

Ernane foi preso em novembro do ano passado durante a Operação Muro de Favores, que investigou uma suposta ligação entre agentes públicos e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Em janeiro deste ano, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio autorizou que ele respondesse ao processo em liberdade, mantendo medidas cautelares, incluindo o afastamento da função pública e das prerrogativas do cargo, com exceção da remuneração.

A investigação começou após a prisão do traficante Marlon Henrique da Silva, conhecido como Pagodeiro. De acordo com os trechos da investigação citados pela fonte, mensagens e áudios encontrados indicariam uma suposta relação entre o vereador e integrantes do grupo criminoso.

Fonte: Tempo Real RJ

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