MPF cobra medidas de segurança após ameaças a estudantes de universidades
Foto: Reprodução · Fonte: temporealrj.com
Rio de Janeiro

MPF cobra medidas de segurança após ameaças a estudantes de universidades

O Ministério Público Federal pediu informações a instituições federais de ensino sobre medidas de proteção adotadas após ameaças contra alunos da UFF, em Niterói. As denúncias foram encaminhadas à Polícia Federal.

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Por Redação Rio Diário · 14 de outubro de 2026 às 14:54
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O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que cobrará esclarecimentos de universidades federais onde estudantes tenham sido ameaçados por manifestações políticas relacionadas às eleições de 2026. A iniciativa ocorreu depois de ameaças dirigidas a alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, que haviam divulgado atos de apoio ao presidente Lula (PT).

Em despacho nesta quarta-feira (14), o procurador da República Julio José Araujo Junior determinou que as instituições federais informem quais medidas preventivas estão sendo adotadas. O MPF também quer saber se houve acionamento de forças de segurança para reprimir manifestações e quais canais de denúncia e protocolos de proteção estão disponíveis.

Segundo a representação encaminhada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), mensagens teriam sugerido agressões físicas, uso de armas brancas e até um incêndio contra a UFF. O documento também relata que um grupo de WhatsApp chamado “Juntos com Bolsonaro” teria proposto a infiltração de pessoas em atos políticos para atacar uma liderança estudantil.

A representação menciona ainda ameaças ao Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma tentativa de impedir uma assembleia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e a detenção de um estudante durante uma invasão à Universidade Federal de Campina Grande.

O procurador afirmou que a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias são garantias constitucionais. O caso foi encaminhado à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), e o MPF pediu informações sobre protocolos de segurança e prevenção de novos ataques diante da possibilidade de o problema alcançar instituições de diferentes regiões do país.

Fonte: Tempo Real RJ

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