Mpox: Rio retoma vacinação e prioriza grupos de maior risco
A vacinação contra a mpox não precisa ser feita em massa, segundo a infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial. No município do Rio, a imunização foi retomada em 6 de novembro para grupos com maior vulnerabilidade a formas graves.
De acordo com a Agência Brasil, o Brasil registrou 665 casos de mpox até outubro, sem óbitos. No estado do Rio de Janeiro, eram 298 casos confirmados entre janeiro e 6 de novembro, também sem registro de mortes; a capital concentrava 207 ocorrências.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que monitora o aumento dos casos, especialmente no município do Rio. Mais de duas mil doses fornecidas pelo Ministério da Saúde em 4 de novembro foram destinadas à cidade, que concentra o maior número de registros no estado.
A vacinação é prioritária para grupos definidos por critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde. Na primeira etapa da campanha municipal, foram incluídas pessoas vivendo com HIV/Aids, com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³. A ampliação para outras pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de PrEP ocorrerá conforme a disponibilidade e o envio de novas doses.
A imunização está disponível em cinco unidades: os Super Centros Cariocas de Vacinação de Botafogo, da Zona Norte e da Zona Oeste; o Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar; e o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz. Os endereços e horários informados incluem Botafogo, na Rua General Severiano, 91, das 8h às 22h, de domingo a domingo; o posto da Zona Norte, no Shopping Nova América; o da Zona Oeste, no ParkShopping Campo Grande; e as duas últimas unidades, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A mpox pode causar erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço. Segundo o infectologista Rafael Galliez, do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, a transmissão ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.
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