

Operação Carbono Oculto cumpre mandados em endereço no Leblon
O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos no Rio de Janeiro, incluindo um endereço no Leblon ligado ao ex-diretor do Banco Genial Humberto Tupinambá.
O endereço no Leblon, na Zona Sul, é relacionado a Humberto Arthur Tupinambá Neto e aos irmãos André e Bruno Tupinambá. Outros quatro imóveis de empresas ligadas à distribuição de combustíveis também são alvo das buscas no estado.
A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas à aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. Segundo o MPSP, a compra teria envolvido fundos e empresas criados especificamente para a transação.
De acordo com a investigação, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por uma rede de “contas de passagem” até chegar à estrutura responsável pela aquisição. O grupo seria liderado por Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”; nenhum dos dois é alvo das buscas desta manhã.
A terceira fase apura ainda a infiltração de facções criminosas, principalmente do PCC, na economia formal, além de possíveis relações com o Banco Master. Ao todo, os mandados são cumpridos em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
Em nota, o Banco Genial afirmou que Humberto Tupinambá não integra sua diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026, quando foi destituído. O banco disse também ter fornecido informações ao GAECO-SP, comunicado operações ao COAF e adotado medidas adicionais de governança e controle após tomar conhecimento dos fatos.
Fonte: Tempo Real RJ
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