

Paraty reúne patrimônio colonial e biodiversidade em sítio da UNESCO
Fundada oficialmente em 1667, Paraty teve papel relevante no Ciclo do Ouro e, em 2019, passou a integrar o primeiro sítio brasileiro reconhecido pela UNESCO nas categorias cultural e natural.
Localizada na Costa Verde fluminense, Paraty fica a 258 quilômetros do Rio de Janeiro e à mesma distância de São Paulo. A cidade preserva construções do período colonial e teve seu auge econômico associado ao escoamento do ouro extraído em Minas Gerais.
O conjunto formado por Paraty e Ilha Grande foi reconhecido pela UNESCO, em 2019, como Patrimônio Mundial em categoria mista. A distinção considera tanto o patrimônio arquitetônico quanto a biodiversidade, incluindo áreas de Mata Atlântica e comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas.
O Centro Histórico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Suas ruas de pedra são protegidas por correntes que restringem a circulação de veículos, e o local reúne quatro igrejas coloniais, entre elas a Igreja de Santa Rita, que abriga o Museu de Arte Sacra de Paraty.
A história econômica da cidade também está ligada ao Caminho do Ouro, trilha que atravessava a Serra da Bocaina até o porto de Paraty. Atualmente, parte do trajeto restaurado pode ser percorrida por visitantes, com trechos de calçamento original, riachos e áreas de Mata Atlântica.
Além do patrimônio histórico, a região reúne praias, ilhas e cachoeiras. Entre os locais citados estão a Vila de Trindade, a Piscina Natural do Cachadaço, a Baía de Paraty, o Saco do Mamanguá e quedas d’água como a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan.
Fonte: correiobraziliense.com.br
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