PF aponta suposto comitê clandestino ligado a Ricardo Abrão em Nilópolis
Reprodução/Tempo Real RJ
Política

PF aponta suposto comitê clandestino ligado a Ricardo Abrão em Nilópolis

A Polícia Federal afirma que o deputado federal Ricardo Abrão teria financiado uma estrutura para compra de votos nas eleições de 2024 em Nilópolis, na Baixada Fluminense. O parlamentar nega participação e diz que o imóvel era um comitê oficial de campanha.

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Por Redação Rio Diário · 23 de setembro de 2026 às 07:53
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Segundo a PF, o espaço, chamado de “QG”, teria sido usado para movimentar dinheiro destinado a cabos eleitorais e eleitores. A investigação aponta que Ricardo Abrão fazia pessoalmente a entrega dos valores e seria o responsável pelo abastecimento financeiro do esquema ligado à eleição do primo Abrãozinho, atual prefeito de Nilópolis.

Os investigadores localizaram o imóvel após uma vigilância de seis horas. Três pessoas que deixavam o local carregavam mochilas com R$ 5,5 mil, R$ 11 mil e R$ 23,2 mil em dinheiro vivo, conforme a apuração. Na casa, foram encontrados materiais de campanha, listas de votantes e anotações sobre pagamentos.

A investigação começou depois da prisão de 24 pessoas em 2024 e passou a ser acompanhada também pela Coordenadoria de Inquéritos da PF responsável por casos envolvendo pessoas com foro no Supremo Tribunal Federal. Em celulares apreendidos, os agentes identificaram um grupo de mensagens chamado “QG”; um dos números estava associado a uma empresa da qual Ricardo Abrão é sócio.

O deputado foi alvo de busca e apreensão em 3 de setembro, por decisão do ministro Flávio Dino, do STF. A PF afirma que ele não seria apenas beneficiário, mas “o provedor de liquidez e suporte político indispensável para a manutenção do ‘comitê clandestino’”.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro adiou novamente a análise do registro de candidatura de Ricardo Abrão. Por unanimidade, a Corte determinou a inclusão de novos documentos e informações no processo; o julgamento deve ser retomado na terça-feira (29).

Em nota enviada ao portal “g1”, a assessoria do deputado negou qualquer participação e classificou as acusações como infundadas. Segundo a defesa, o imóvel era um comitê oficial, conforme o CNPJ do candidato e o registro no TRE, e Ricardo Abrão não foi candidato no pleito mencionado.

Fonte: Tempo Real RJ

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