PF investiga venda ilegal de pintura peruana do século XVII no Rio
Reprodução/Diário do Vale
Segurança

PF investiga venda ilegal de pintura peruana do século XVII no Rio

A Polícia Federal deflagrou a Operação Peabiru para apurar a entrada e a possível comercialização ilegal de uma pintura peruana no Brasil. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio.

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Por Redação Rio Diário · 30 de setembro de 2026 às 11:39
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A obra investigada é “Magnífico Señor de los Temblores – Escuela Cusqueña, Siglo XVII”, reconhecida pelo Peru como integrante de seu patrimônio cultural. A apuração começou após a Polícia Nacional peruana informar às autoridades brasileiras que a pintura havia sido anunciada em uma plataforma internacional de venda de obras de arte.

Durante as diligências, a PF identificou elementos que relacionariam o quadro a uma empresa do Rio de Janeiro que atua no comércio de obras de arte e antiguidades. Segundo análise técnica do Ministério da Cultura do Peru, trata-se de uma obra vice-reinal peruana do século XVII, cuja retirada do país dependeria de autorização específica do Estado peruano.

Agentes federais cumpriram nesta quarta-feira (30) um mandado de busca e apreensão em um imóvel no Alto da Boa Vista. A operação busca localizar a pintura e recolher documentos sobre aquisição, origem, transporte, importação e eventual oferta ou comercialização da obra, além de dispositivos eletrônicos ligados aos fatos investigados.

A investigação apura inicialmente possíveis crimes de receptação qualificada e contrabando. A operação integra a cooperação entre Brasil e Peru contra o tráfico internacional de bens culturais e considera compromissos relacionados à proteção do patrimônio, incluindo a Convenção da Unesco de 1970.

O nome Peabiru faz referência a uma antiga rede de trilhas indígenas que atravessava áreas da América do Sul e ligava regiões do atual território brasileiro a áreas próximas aos Andes. Segundo a PF, a denominação representa a ligação histórica entre o Brasil e a região andina e a cooperação entre os dois países para reconstruir o caminho percorrido pela obra, preservar sua origem e possibilitar seu eventual retorno ao patrimônio cultural peruano, caso seja confirmada a retirada irregular do território do Peru.

Fonte: Diário do Vale

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