PM nega dados sobre fuzis acautelados fora do patrulhamento
Reprodução/Tempo Real RJ
Segurança

PM nega dados sobre fuzis acautelados fora do patrulhamento

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro negou, via Lei de Acesso à Informação, o fornecimento de dados sobre armas de uso restrito mantidas fora da atividade operacional. A corporação alegou risco à “segurança institucional e dos agentes públicos”.

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Por Redação Rio Diário · 26 de setembro de 2026 às 08:36
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O pedido buscava informações sobre a quantidade e os critérios para a concessão de fuzis, carabinas e submetralhadoras pertencentes à PMERJ, mas acautelados para agentes que não atuam no patrulhamento. Entre os possíveis destinatários, estavam policiais cedidos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Segundo a resposta registrada no protocolo OuvERJ nº 20260810729278, a corporação recusou a divulgação mesmo em tabelas anonimizadas. A justificativa apresentada foi a preservação da “segurança institucional e dos agentes públicos”, com referência a dispositivos legais sobre sigilo e vida privada.

A negativa ocorreu após a prisão em flagrante do vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil), que também é coronel da PM, durante a 7ª fase da Operação Unha e Carne. De acordo com o texto da fonte, a Polícia Federal apreendeu com ele dois fuzis e uma submetralhadora, e as apurações indicaram que o armamento teria sido acautelado pela própria corporação.

Na fase anterior da operação, um fuzil Colt M4 calibre 5,56 mm foi localizado no carro de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e candidato à Assembleia Legislativa. Ainda segundo a fonte, a arma pertencia ao acervo da PM, havia sido retirada do quartel-general e estava registrada em nome de um sargento que fazia a escolta do político e estava lotado na Corregedoria do Detran/RJ.

A fonte afirma que a cessão do fuzil para a segurança pessoal do político teve autorização formal da cúpula da corporação à época. O texto também questiona quantas armas compradas com recursos públicos estão fora do patrulhamento e sob posse de terceiros.

Fonte: Tempo Real RJ

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