

Polícia Civil faz 2ª fase da Operação Argus contra extorsão e cárcere privado
A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Argus, que investiga uma organização suspeita de cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades do Rio de Janeiro e do Paraná.
A ação foi conduzida por agentes da 59ª DP, em Duque de Caxias, e da Delegacia Antissequestro (DAS). As medidas foram realizadas em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Mesquita, na capital fluminense e em uma cidade do Paraná.
A operação teve apoio do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Os policiais buscam elementos que ajudem a identificar outros suspeitos e a esclarecer a estrutura financeira atribuída ao grupo.
Segundo a investigação, os integrantes teriam funções distribuídas, que incluíam a identificação e vigilância das vítimas, a abordagem e a manutenção delas em cativeiro. Também seriam obtidas senhas e informações para acessar contas bancárias.
As movimentações investigadas representam um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 500 mil. Um dos casos envolve uma vítima que teria permanecido cerca de oito horas sob o poder dos criminosos e, ameaçada com uma arma de fogo, fornecido senhas e acessos bancários.
Na primeira fase, três homens apontados como integrantes da organização foram presos. Na ocasião, equipes localizaram e libertaram uma pessoa mantida em cárcere privado.
Nesta etapa, os agentes procuram armas, munições, aparelhos eletrônicos, documentos ligados às movimentações financeiras, dinheiro em espécie, veículos de alto padrão e outros bens. A Polícia Civil também pretende analisar o patrimônio e o fluxo financeiro dos investigados.
Fonte: Folha da Baixada
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