

Políticos evitam associar campanhas a São Cosme e São Damião no Rio
Candidatos cariocas fizeram poucas referências públicas ao Dia de São Cosme e São Damião, celebrado no domingo (27), às vésperas das eleições. A cautela ocorre em meio a críticas de setores neopentecostais a tradições afro-brasileiras ligadas à data.
Nas redes sociais, não houve registros de candidatos mostrando devoção aos santos ou distribuindo doces a crianças durante a celebração. Segundo levantamento citado pela fonte, o eleitorado evangélico representa mais de 30% da população fluminense.
Entre os políticos que mencionaram a data, mas não apareceram entregando doces, estão Átila Nunes (PSD), Tarcísio Motta (PSOL) e Marcos Braz (PSDB). Tarcísio publicou um vídeo em que montou o que chamou de saquinho “perfeito” de Cosme e Damião, incluindo doces e referências à educação. “Tem que ter doce de abóbora, quebra-queixo, dinheiro para a educação, professor com tempo de planejamento”, disse.
Átila Nunes publicou um vídeo educativo sobre a origem da festa e a importância da data. O conteúdo citou a tradição católica, segundo a qual os santos foram médicos na Ásia Menor, e a associação feita pelas religiões afro-brasileiras entre Cosme e Damião, os Ibejis e os Erês. O deputado também divulgou um ritual em homenagem aos Ibejis.
Marcos Braz compartilhou uma imagem de um saquinho de doces com as figuras dos santos e pediu tolerância e respeito às crenças. Em mensagem publicada na rede social, desejou “fé, carinho, união e respeito às nossas tradições” às famílias do Rio de Janeiro.
O professor Fábio Py, doutor em Teologia pela PUC-Rio, avaliou que a intolerância religiosa contribui para afastar políticos da data. Um vídeo compartilhado no WhatsApp também associou candidatos ao governo do estado a diferentes religiões, em uma exploração eleitoral do tema.
A celebração ainda é relacionada à trajetória de Tenório Cavalcanti, conhecido como “Homem da Capa Preta”, de Duque de Caxias. Segundo a fonte, ele costumava distribuir doces em sua casa, chamada “A Fortaleza”, em festas que reuniam crianças, políticos e jogadores de futebol.
Fonte: Tempo Real RJ
← Voltar ao início de Rio Diário
Newsletter em preparação.
Continue acompanhando as notícias pelo portal.

