Sindicatos da Espanha convocam greve geral por crise habitacional
Foto: © Juan Barbosa/Reuters/proibida reprodução · Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Economia

Sindicatos da Espanha convocam greve geral por crise habitacional

As duas principais centrais sindicais espanholas marcaram para 11 de novembro uma paralisação de 24 horas contra a crise habitacional. A mobilização ocorrerá às vésperas do início da campanha para as eleições legislativas antecipadas, convocadas para 29 de novembro.

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Por Redação Rio Diário · 7 de outubro de 2026 às 14:25
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As centrais UGT e CCOO anunciaram a greve após um apelo de associações reunidas na Confederação de Sindicatos de Inquilinas. Os grupos defendem o direito à habitação e promovem protestos diários contra ações de despejo desde 23 de setembro.

A convocação ocorre depois de o Parlamento espanhol derrubar decretos com medidas para a habitação. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou as eleições antecipadas na segunda-feira (5), dois dias após a votação no Parlamento.

Segundo o secretário-geral da UGT, Pepe Álvarez, a paralisação reivindica “salários dignos para uma moradia digna”. Ele afirmou que a greve será realizada em 11 de novembro, conforme definido pelos coletivos, e terá duração de 24 horas.

A mobilização será a primeira greve geral na Espanha em 14 anos. A última paralisação nacional convocada conjuntamente pela UGT e pela CCOO ocorreu em 2012.

Entidades empresariais questionaram a legalidade do movimento e disseram que a pauta não seria trabalhista. O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Antonio Garamendi, afirmou que a greve tem um “claro componente político e eleitoral”. O Partido Popular e o Vox também criticaram a convocação e destacaram o momento em que ela foi anunciada.

Ao comentar a convocação para a greve, o primeiro-ministro e líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, disse que o movimento paredista “afeta muitos trabalhadores e trabalhadoras e suas respectivas famílias” e que, portanto, “a única coisa que o Governo pode fazer é respeitar esse direito constitucional”.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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