

TSE adia julgamento sobre candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
O Tribunal Superior Eleitoral adiou nesta quinta-feira (8) a análise do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O pedido partiu da defesa do ex-procurador, e uma nova data ainda será definida.
O julgamento trata da validade do registro de Deltan, que recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14%, no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Com a votação, ele garantiu a segunda cadeira do Paraná no Senado.
A candidatura é contestada em uma ação apresentada pelo PT estadual. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia reconhecido a elegibilidade de Deltan e deferido o registro.
A coligação do PT recorreu ao ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que suspendeu a campanha. Em 3 de outubro, o ministro determinou o indeferimento do registro; no dia seguinte, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, derrubou a decisão e liberou a candidatura.
Deltan foi procurador da Operação Lava Jato e teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023. Segundo a decisão, ele pediu exoneração do cargo de procurador para evitar a perda da função e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.
A legislação estabelece inelegibilidade por oito anos para membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar. A fonte também informa que Deltan deixou o Ministério Público Federal após condenação pelo Conselho Nacional do Ministério Público a censura e advertência, quando ainda havia 15 procedimentos em tramitação contra ele.
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