

Deputados do Rio gastaram R$ 60 milhões em cota parlamentar entre 2023 e 2025
Os deputados federais do Rio registraram R$ 60.001.976,96 em despesas líquidas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar entre 2023 e 2025. No período, a participação do estado no total nacional caiu de 8,22% para 7,98%.
Os deputados federais do Rio de Janeiro registraram R$ 60.001.976,96 em despesas líquidas da cota parlamentar entre 2023 e 2025. O volume anual ficou próximo de R$ 20 milhões, mas a participação fluminense no total nacional recuou de 8,22%, em 2023, para 7,98%, em 2025.
A cota é usada em despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens, manutenção de escritórios, aluguel de veículos, combustíveis e divulgação da atividade parlamentar. Os valores considerados foram os líquidos, após glosas e ajustes, com base nos arquivos anuais disponibilizados pela Câmara dos Deputados.
Em 2024, os gastos dos parlamentares do Rio cresceram 0,36%, enquanto o total nacional avançou 2,12%. Em 2025, a despesa fluminense caiu 5,16%, diante de uma redução nacional de 3,96%. No acumulado dos três anos, o estado respondeu por 8,09% dos R$ 741,4 milhões registrados na base nacional.
A divulgação da atividade parlamentar foi a principal categoria de despesa em todo o período. Em 2025, mesmo com a queda de mais de R$ 1 milhão no gasto total da bancada, a rubrica aumentou R$ 579.174,96, chegando a R$ 7,64 milhões e a quase 40% da cota usada pelos parlamentares fluminenses.
A composição das despesas mudou ao longo dos anos. Em 2023 e 2024, divulgação, passagens e locação de veículos concentraram a maior parte dos valores. Em 2025, com a redução dos gastos com passagens, a manutenção de escritórios passou à terceira posição, e as categorias de divulgação, veículos e escritórios somaram 73,11% das despesas.
Os dados também mostram diferenças nos valores individuais, influenciadas por substituições, licenças e períodos parciais de exercício do mandato. Em 2025, os totais variaram de R$ 4,82 a R$ 517.812,00; segundo a análise, o menor valor correspondeu a um lançamento residual, e não a um mandato exercido durante todo o ano. A base, isoladamente, não permite concluir se uma despesa foi eficiente, necessária ou irregular.
Fonte: Tempo Real RJ
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