

MPE muda parecer e pede rejeição da candidatura de Márcio Canella
O Ministério Público Eleitoral passou a defender o indeferimento do registro de Márcio Canella, candidato a deputado estadual pelo União. O novo parecer cita nomeações de pessoas barradas por ligação com milícias, investigação no STF e a apreensão de um fuzil em um carro do político.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) parecer contrário ao registro de candidatura de Márcio Canella (União), que disputa uma vaga de deputado estadual. A manifestação representa uma mudança em relação à posição anterior do órgão, que havia defendido a liberação da candidatura do ex-prefeito de Belford Roxo.
O julgamento foi suspenso pelo TRE-RJ para a realização de diligências junto à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal, ao próprio MPE e a órgãos de inteligência policial. Após a apresentação de novas provas, a Procuradoria Regional Eleitoral passou a apontar informações consideradas graves no processo.
Entre os pontos citados estão a nomeação, para secretarias municipais de Belford Roxo, de Fabinho Varandão e Eduardo Araújo, barrados pela Justiça Eleitoral em 2024 por ligação com milícias. O parecer afirma ainda que os dois continuaram atuando como puxadores de votos na campanha de Canella e do presidente nacional do União, Antônio Rueda, candidato a deputado federal.
O MPE também menciona uma investigação contra Canella no Inquérito 5.020/DF, em tramitação no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Outro fundamento é a apreensão de um fuzil calibre 5.56 da Polícia Militar dentro do carro blindado do candidato, durante a sexta fase da Operação “Unha e Carne”. Segundo os trechos do parecer reproduzidos pela fonte, a ação também resultou na prisão em flagrante de Canella e na apreensão de R$ 919 mil em espécie, carros de luxo e relógios.
A defesa sustenta que a proibição constitucional não gera inelegibilidade automática sem condenação prévia. Sobre as nomeações, Canella afirmou que os secretários já integravam a administração anterior e foram exonerados após a condenação. A respeito do fuzil, os advogados disseram que a arma pertencia ao Estado do Rio de Janeiro e estava sob responsabilidade do policial militar responsável pela escolta oficial.
Fonte: Tempo Real RJ
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