Primeiro debate ao governo do RJ tem ataques a Paes e foco na segurança
Reprodução/Diário do Rio
Política

Primeiro debate ao governo do RJ tem ataques a Paes e foco na segurança

O primeiro debate entre candidatos ao governo do Rio expôs divergências sobre alianças políticas, a ausência de Eduardo Paes e a crise na segurança pública. Quatro candidatos participaram do encontro promovido pela Band no domingo (9).

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Por Redação Rio Diário · 10 de agosto de 2026 às 09:25
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O debate reuniu Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo). Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, não compareceu ao encontro e foi alvo de críticas dos participantes.

André Marinho chamou Paes de “fujão” ao mencionar uma promessa feita na campanha de 2024, quando o então prefeito teria dito que não deixaria o cargo para disputar a eleição estadual. Garotinho questionou os R$ 189 mil declarados por Paes à Justiça Eleitoral e citou a posição do irmão do ex-prefeito na executiva do banco BTG Pactual.

Douglas Ruas também fez críticas ao ausente ao mencionar episódios envolvendo Paes e mulheres. “No meu governo, agressor de mulher vai para a cadeia”, afirmou o candidato do PL.

Ruas foi ainda questionado por William Siri sobre sua relação com Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Siri chamou o candidato de “pupilo” e associou a trajetória de Bacellar a uma operação da Polícia Federal. Ruas respondeu que tem “identidade própria”, que “nunca escolheu chefe, mas sim missão” e disse não ter participado da votação da Alerj sobre a prisão de Bacellar por não estar na Casa.

A segurança pública concentrou parte das propostas. André Marinho citou lideranças de facções e declarou: “Vamos atrás de vocês e vamos prender vocês. E se vocês resistirem, vamos matar vocês”. Garotinho defendeu como referência a política de encarceramento em massa do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e afirmou que o estado sofre influência do “tráfico, da milícia e da Alerj: três organizações criminosas infestadas de bandidos”.

Fonte: Diário do Rio

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